14 fev

Deu positivo, e agora? Tags: , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Um pouco antes de me casar avisei meu marido sobre uma possível dificuldade de engravidar. Acertamos também que, se a vontade de cuidar de uma criança aparecesse com muita força conversaríamos sobre adoção, naquele momento descartei um possível tratamento pela ansiedade que poderia gerar em mim.

Bom, mas a vida continua e os amigos começam a dar a notícia da gravidez (e como isso impacta em nós, não?) e retomei o assunto com o Má, estava com 33 anos e era hora de tentar. Lembrei da possível dificuldade, avisei que poderia ser um período longo e comecei por minha conta a investigar o processo de adoção.

Então, na primeira tentativa eu coloquei na cabeça que estava grávida. Disse que estava sentindo algo diferente e precisava esperar cerca de 15 dias para ter uma resposta oficial.

A minha atitude gerou uma certa comoção. As pessoas diziam que era coisa da minha cabeça, que eu estava fantasiando e que era melhor colocar os pés no chão, aceitar a realidade dos fatos.

E eu que não sou a pessoa mais conformada do mundo fiquei transitando entre “estar e não estar” e para piorar um pouquinho a situação fazia testes fora do prazo mínimo necessário.

Um dia senti uma cólica forte e decidi que pararia com isso, mas antes faria um teste :]. Descrente,  ia jogar tudo fora quando vi o resultado “positivo”.

Passei a mão no telefone, liguei para minha melhor amiga que é médica e ela me deu os parabéns. Me explicou que não existe “falso positivo”.
E como estava vivendo isso de forma muito intensa chorei. De alegria, de susto, de alívio, de medo. Liguei na seqüência para a minha irmã aos prantos. Ela não conseguia entender uma só palavra. Dava voltas com meu cão pelo bairro, era bem cedinho e me perguntava: o que vou fazer?

Quando cheguei em casa acordei meu marido que, com bastante sono, disse: você com esta história novamente? Então ele pensou um pouco, levantou e disse “você confia nesses testes?”.
De verdade, não foi com o romantismo que eu sonhava. Não estava na praia, não tinha um presentinho nas mãos. Não rodamos pela sala. Sentamos e ficamos quietos por uns 15 minutos e depois desse silêncio senti meu primeiro enjôo.

Aos poucos nos acostumamos, iniciamos nosso processo de recepção para o pequenino, ou melhor, começamos a criar os vínculos por alguém que já desejávamos o melhor.
Adorávamos as consultas com ultrassom, amávamos ver nosso bebê crescendo e então descobrimos o amor em outra proporção, que bom que o susto se transformou em Joaquim. Sem ele, não teria a menor graça ;]

E com vocês mamães, como foi? Vamos falar um pouquinho mais sobre isso na página Mulher e Mãe do facebook?

Bjs grandes.


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07 fev

A água e o amor Tags: , , , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Outro dia estava observando a chuva num destes instantes românticos que tenho com meu filho e ao perceber o encantamento dele me dei conta de que a água e o amor tem muito em comum.

Tanto um quanto o outro servem à humanidade, ensinam a humildade, transportam experiências e tem capacidades e forças que muitas vezes desconhecemos.

Sem a transparência não teríamos a pureza que qualifica a água e não teríamos a essência do amor, que se mostra em jogos claros e limpos.

A água se molda, segue o fluxo de forma singular e o amor faz o mesmo. Respeita o espaço e realiza tudo com muita paciência e calma.

Mas se contida, a água ganha forças e esta potencialidade abre os caminhos. O amor, quando sentido pede entrega, abre portas e transforma tudo.

A água em volume é capaz de iluminar cidades e o amor em proporções ilumina almas, corações, resgata pessoas tristes e transforma filhos em pais.

O amor é como a boa água. Sem mácula, apenas como base de uma relação estreita e de confiança.

Desde que virei mãe estou trilhando o caminho desse amor. É ele que hidrata meus sentimentos quando desanimo, é ele que me mostra a beleza da vida.

Sem ele meu organismo sentimental não estaria inteiro, buscando o melhor para Joaquim. E é ele que transforma meus tropeços em experiências.

Água para quem tem sede. Amor para a maternidade. Assim movimentaremos o mundo, criando filhos mais saudáveis – em todos os níveis – e essa é a maior herança que podemos deixar para nossos pequenos.

Um grande beijo.

Lembro que estou no facebook da Rede Mulher e Mãe :)


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02 fev

Existe a melhor hora para engravidar? Tags: , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Vamos viajar um pouquinho no tempo? Século 19, França, estimativa de vida em torno de 40 anos, inclusive é desta época que herdamos o tal relógio que bate aos 30. Casamentos arrumados, filhos que vinham junto com a puberdade e em enorme quantidade.
Caminhemos então pelas descobertas das ciências, dos avanços tecnológicos e finquemos o nosso pé neste século, no dia de hoje e veja como evoluímos.

Existem mães que conseguem ter filhos perto dos 50 anos, mães que continuam parindo bem novinhas e entre elas temos um intervalo generoso para tomar esta decisão que é muito importante: aumentar a família.

Então, aproveitei a internet e a conversa com outras mamães para fazer uma pergunta: a gravidez foi planejada? E as respostas, como não poderiam deixar de ser, vieram ricas em histórias pessoais e embaladas em amor basal, fundamental.

Muitas mamães, assim como como eu, planejaram a chegada do herdeiro. Essa organização passou por diversos níveis como namoro, casamento, formatura, métodos preventivos, preparação (em alguns casos tratamento) e acordo entre o casal.

Outras foram surpreendidas. Vieram dois no lugar de um, ou então planejaram o primeiro e o segundo chegou de mansinho. Algumas mamães viraram vovós e outras tantas corajosas decidiram criar sozinhas seus filhotes.

O que é comum em todas estas histórias? A felicidade e a certeza de que fizemos a melhor escolha do mundo!!!

Isso significa que não existe uma regra. Pode ser cedo, tarde, planejado, parido, adotado, apadrinhado. Porque o real significado da maternidade começa dentro de nós.
Estar disposta a encontrar este amor fundamental, estar disposta a passar pelas dificuldades para criar fortes vínculos com aqueles que decidimos educar é desafiador. Mas pensar que isso é capaz de transformar o mundo é forte, e ser forte é a maior de nossas qualidades.

Agradeço a cada uma das mamães (os nomes estão abaixo) que responderam a questão no facebook da Rede Mulher e Mãe, foi muito bom conhecer melhor cada história.

Aline Morais | Ana Paula Marquito | Andréa LM | Bia Carvalho | Carol Alex Caselli | Carolina Cisterna Burke | Caroline Manenti Soares | Catia Denelle | Dani Lima | Daniela Oliveira | Daniele Brito | Danielle Inoue | Danielly Cristina | Elaina Gonçalves Silva Furlan | Eli Vito | Eliana Kakishita | Elizabeth Pérez | Elke Aronson | Ellen Carvalho | Fabiana Faria | Fabiana Sales Dias | Fabiane Mesquita | Fernanda Barbosa Gonçalves | Flávia Morando | Fontella Vito | Franciele Ramos | Karin Simi | Lia Sergia Marcondes | Lilian Gratti | Loreta Berezutchi | Luciana Silva | Maiara Reis | Maná Maná Kids | Marcia Medeiros | Marcia Pergameni | Maria Carolina Damasceno | Monica Alves | Monika Coneglian | Raquel Amorim | Regirlane Silva Silva | Renata Libânio | Silma Matos | Suely Usecouro | Tassiana Bach | Tatiana Furtado | Tatiana Junqueira Blois | Tenikey Takahashi | Thimoteo E Inaia Barbosa


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26 jan

Falando de amor Tags: , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Nós estamos em um período em que a vida passa de forma muito rápida.
O nosso dia é pequenino diante de tantas atividades e quando encontramos um tempinho ficamos tão confusas que quase não aproveitamos.

A grande questão é que nesta correria deixo de fazer coisas simples e importantes como dizer de forma calma e profunda o quanto amo Joaquim.

É lógico que este sentimento está na entrelinha de nossas vidas, do meu esforço para deixá-lo bem, do toque, da presença.
Mas, sei bem, até porque sou carente de plantão, que falar EU TE AMO com todas as letras faz uma diferença enorme.

E o efeito desta ação, a sensação que ela causa perdura e ficamos mais tranqüilas quando nos sentimos queridas.
Sei que muitas vezes estamos cansadas e sei também que nem tudo é um mar de rosas. Mas são estes momentos que recarregam nossas forças, colocam nossos pés no chão e que dão um sentido mais amplo para a vida.

E para terminar este post divido com vocês um texto lindo que faz parte de um filme chamado “Cartas para Julieta”.

Agradeço à Adriana Cotinho, à Marcia MG e à Tati por falarem de suas experiências com o amor na Rede Mulher e Mãe.

Beijos grandes.

DO FILME: CARTAS PARA JULIETA

“E” e “Se” são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra, mas coloque-as juntas lado a lado, e elas tem o poder de assombra-lá pelo resto da sua vida. “E se”.. E se? E se?
Não sei como sua história acabou. Mas sei o que você sentia na época era amor verdadeiro então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro então, porque não o seria agora? Você só precisa ter coragem para seguir seu coração. Não sei como é sentir amor como o de Julieta, um amor pelo qual abandonar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos. Mas gosto de pensar que, se um dia sentisse, eu teria coragem de agarrá-lo. E Claire se você não o fez, espero que um dia faça.
Com todo meu amor.
Julieta


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24 jan

A mãe que sou Tags: , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Quando olho para trás e observo a quantidade de paradigmas que a maternidade me fez quebrar, penso na beleza de minha inocência.

Na fase em que eu apenas desejava ser mãe acreditava que cuidar de um filho era simples. Bastava dar amor, ler alguns livros, amamentar, colocar para dormir e educar. Então, compreensivo e educado este bebê imaginário cresceria de uma forma bastante calma.

Mas a vida, que passa como um trem, me transporta da teoria para a prática e eis que estou aqui, com todo amor do mundo, escrevendo meu primeiro post para este blog.

E agora que conheço os dois lados da moeda, posso falar sobre a distância que existe entre estas estações.
Nem que eu estudasse profundamente a genética, nem que eu falasse a língua dos anjos, seria capaz de desenhar a figura e a personalidade de Joaquim, isso porque ele é um indivíduo que está formando o próprio caráter e não existem no mundo pessoas iguais. Então, como idealizar alguém? Como ter uma imaginação fértil a este ponto?

Outra coisa que não coloquei nas entrelinhas do ideal foi este amor novo. Na verdade ele não é novo, ele é fundamental e parece que fica escondidinho até que nossos filhos alcancem os nossos braços. Essa vontade de fazer dar certo, de proporcionar o melhor (mesmo fazendo um montão de besteiras) é algo que só a vida real proporciona.

O relógio bateu, a curiosidade aflorou e Joaquim entrou na minha vida. Dá trabalho, traz situações novas e arranca qualquer pessoa da zona de conforto. Mas ninguém no mundo tem a capacidade de me fazer viver de forma tão plena.

Amo Joaquim, assim como amo a vida e espero que entre tropeços e amores encontremos um caminho reto de construção e felicidade.
Para as mamães que quiserem conversar mais sobre o amor fundamental estou como Fabiana Deziderio na rede social Mulher e Mãe

Um beijo

19 jan

Rotina com bebês: é possível? Tags: , , ,

Por: Glauciana Nunes.

Eu sempre digo que o segredo para colocar a “casa em ordem” com os filhos é imprimir um modelo de rotina. Afinal, rotina faz parte da vida de todos nós. Mais ou menos estruturada, todas as famílias têm a sua, guiando as atitudes do dia a dia e organizando todas as atividades. No mundo cada vez mais atribulado em que vivemos, encaro a rotina como uma heroína salvadora de estress desnecessário.

E se tem uma coisa que “sai dos eixos” quando o bebê nasce é a rotina. Um novo morador na casa muda horários, hábitos e modelos estabelecidos. Tenho certeza que a pergunta que você vai me fazer é: “como colocar uma rotina com um bebê tão novinho?”.

Esse assunto tem de ser tratado com cuidado, já que impor duras rotinas de horários e moldes ao bebê pequeno é perigoso, além de ser um tiro n’água, já que muito provavelmente ele não vai conseguir se adequar e você vai se frustrar. Mas, fazer as coisas mais ou menos na mesma sequência e hora pode ajudar você a se organizar e o bebê a se sentir mais seguro.

Alguns estudos científicos comprovam que bebês que vivem com alguma rotina são menos agitados, porque não se sentem inseguros sobre o que a mãe fará com eles depois. Sabem que sempre depois da troca vem o banho, na sequência virá a amamentação e depois o sono, por exemplo. Sua mente vai sendo “treinada” e eles ficam menos ansiosos.

Nesse aspecto, considero que a rotina também pode ser um ato de amor, à medida que façamos nosso bebê aprender a conviver com uma estrutura mais ou menos padronizada para poder enfrentar bem a vida que virá pela frente.

Para nós também facilita bastante, já que se organizar entre todas as funções com o bebê, a casa, o marido e, em alguns casos, o trabalho não é das tarefas mais fáceis. Tendo um roteiro do que fazer em determinado momento vai nos ajudando a ficar menos aflita e ansiosa.

Mas, fica um aviso: nada de querer impor uma rotina militar a um bebê que apenas respeita seus instintos mais primitivos, que é comer, evacuar, chorar e dormir. Rotina boa mesmo é aquela que respeita o ritmo de cada criança e, sobretudo, que se adequa à família e aos hábitos. Não existe regra a ser delimitada, afinal vale o aviso de que cada caso é realmente sempre um caso.


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17 jan

Beijinho de mãe “cura” tudo Tags: , , , , , ,

Por: Glauciana Nunes.

“Vem aqui que a mamãe dá um beijinho no machucado. Pronto, sarou?”.
Essa é uma das frases que eu mais uso quando meus filhos se machucam. É tão comum entre nós, que quando eles batem alguma parte do corpo já vêm para o meu lado pedindo beijinho. Eu até costumo brincar, dizendo que carinho de mãe cura tudo.

É claro que é um exagero afetuoso, já que um simples beijo não tem poderes terapêuticos, mas tem lá um fundo de verdade. Conversando com Dr. Fernando José de Nóbrega, médico pediatra e especialista em vínculo mãe/bebê, ele me contou que muitas vezes a criança acaba “forçando” um machucadinho ou uma queda porque precisa da atenção de seus pais.

Ou mesmo que não tenha feito de propósito, quando sente dor a criança precisa sentir-se querida, amada, segura. É por isso que, quando chegamos com contenção após uma queda, por exemplo, nossos filhos muitas vezes param de chorar no mesmo instante. É mais ou menos a mesma lógica que com adultos. Quem não gosta de receber um abraço carinhoso quando se sente inseguro, estressado ou com medo?

Agora, multiplique isso por muitas vezes e verá a necessidade da criança em sentir-se amparada e amada. E se pararmos para pensar em nosso poder como mães, de curar “todos” os males de nossos filhos com um simples beijo com abraço? Eu acho isso a coisa mais gostosa do mundo e não economizo com meus meninos.

A explicação científica é ainda mais incentivadora para que possamos distribuir beijos e abraços a nossos bebês. Quanto mais nossos filhos sentirem-se seguros e amados por nós na primeira infância, mais terão maturidade emocional, no futuro, para lidar com os “machucados” mais profundos que sofrerem na vida. Isso porque tiveram a segurança desenvolvida quando receberam de nós o amparo que precisaram.

Por isso, use e abuse de seu poder de mãe. Distribua beijos, abraços, afagos e palavras incentivadoras. “Curando” nossos filhos com beijinhos hoje estaremos construindo seres humanos com mais capacidade para curar os possíveis machucados, causados pelos obstáculos que terão de enfrentar na vida.


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12 jan

Deixando o pai ser pai Tags: , , , , ,

Por: Glauciana Nunes.

“O filho é da mãe”. Inúmeras vezes já ouvi essa frase e tenho que concordar. Aliás, não só eu, mas Dr. Fernando José de Nóbrega, pediatra e especialista em vínculo mãe-bebê, também me disse isso. Pelas razões óbvias, é natural que a mãe esteja mais próxima dos cuidados do bebê. Mas, será mesmo que não cabe outra figura nesse contexto?

Sim, nós acreditamos. E esse papel pode ser muito bem dividido com o pai. Figura fundamental na criação dos filhos, fato é que nas últimas décadas o homem passou a participar de forma mais integral nos cuidados com o bebê. Passou a ter espaço na gestação, dialogando com o serzinho em formação na barriga da mulher, estando presente na hora do parto e colocando a mão na massa na rotina diária.

Entretanto, percebemos que muitas vezes as mulheres se queixam que seus maridos ou companheiros poderiam ser mais presentes, auxiliando-nas e não deixando a maior responsabilidade sobre suas costas. Ok, é simples, vamos deixar que os pais desempenhem seu papel de pai, certo?

Eu mesma já me flagrei em algumas cenas engraçadas. É só o pai ir trocar uma fralda que já vamos pra cima criticando, dizendo que não é daquele jeito. Na hora do banho, tiramos o bebê das mãos dele, porque não é daquela forma que segura o pequeno. Quando vão dar a papinha exageram na quantidade. Quem nunca se pegou em pelo menos uma dessas situações que atire a primeira mamadeira.

Temos uma tendência a achar que apenas nós, mães, é que sabemos fazer o correto com nossos filhos. Assim, talvez de forma inconsciente vamos bloqueando que os pais possam participar dos cuidados com os bebês. Caímos no duelo “ele não faz nada, mas quando faz eu o critico”.

A relação bebê-pai é fundamental para a construção da segurança da criança, por isso é importante que consigamos dar esse espaço para que eles desenvolvam suas próprias formas de relacionamento. Não será da maneira “mais certa” ou não do jeito que você faria? Muito provavelmente não, mas será que todas as vivências são iguais? E precisam ser assim? Desconfio que não.

Além do que, estimulando o contato pai e filho nós conseguimos um tempo para nós mesmas, seja para descansar, fazer algo que gostamos ou simplesmente tirarmos um cochilo.

Outro ponto que vale salientar é o desapego. Deixar nossas crias criarem seus vínculos com outros é importante para todos, já que estamos falando de indivíduos únicos que precisam aprender a arte de relacionar-se. E tem forma mais gostosa de aprender isso com aquele que nos ajudou a chegar no mundo? Por isso, estimule seu companheiro e seu filho a serem próximos, você estará certamente fazendo um bem a todos.


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Imagem: Getty Images

10 jan

O desafio de não se fechar no mundo da maternidade Tags: , , , , ,

Por: Glauciana Nunes.

É quase uma lei natural: quando nasce o bebê é despertado em nós um lado até então desconhecido, mas que chega para ficar definitivamente. Depois que nos tornamos mães introjetamos uma nova forma de nos relacionarmos e, por uma questão bastante natural, deixamos nossos outros papeis adormecidos.

Não raro muitas mulheres focam tanto o olhar para o filho, que deixam de ser esposas, filhas, amigas e profissionais. É claro que nos primeiros meses essa exclusividade de papel é muito saudável, pois o bebê é quem se beneficia por ter a mãe em atenção integral a ele. Mas, se a mulher não souber “voltar” a desempenhar seus outros lados pode ser que hajam alguns desconfortos.

Tenho algumas amigas que se fecharam tanto no mundo da maternidade, que deixaram os maridos em um segundo plano, fazendo com o que o casamento fosse abalado. Já outras se afastaram completamente do grupo de amigas, o que depois as deixou sentir solidão.

Embora seja quase instintivo entrarmos nessa simbiose com o bebê é necessário um esforço para que possamos entrar em contato também com outras esferas de relacionamento, seja de pessoas ou de coisas e hábitos. Afinal, somos seres dotados de circularidade e, dessa forma, encontramos nossas alegrias e realizações em vários tipos de troca.

Ir aos poucos retomando velhas atitudes, relações, amizades e hábitos é muito necessário para que possamos constantemente nos lembrar que temos gostos, que somos indivíduos inteiros, que também podem – e devem – ter desejos e suas realizações pessoais além dos filhos.


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Imagem: Getty Images

05 jan

Como controlar as expectativas antes do bebê nascer Tags: , , , , , , ,

Por: Glauciana Nunes.

Na publicidade ele aparece gordinho, rosado, pele alva, olhos muito azuis, dormindo placidamente ou mamando tranquilamente em seu peito. É o formato dos anjos pintados na renascença italiana. Qualquer um, mesmo os mais fechados dos corações, deseja chegar perto e apertar aquela gostosura.

Fato é que quando seu bebê chegar há uma grande possibilidade dele vir totalmente diferente disso. OK, então você não o idealizou com essas características, afinal você tem um genótipo diferente disso, mas ainda sim em alguma instância, imagino que você fez uma previsão. É natural com todos nós, para todas as situações da vida. A expectativa é uma das grandes vilãs do que está por vir.

Já ouvi relatos angustiantes de mulheres que têm muita dificuldade em aceitar que seus bebês não são exatamente da forma como elas imaginavam. Sentem-se aflitas por não encontrarem a beleza idealizada neles e confundem isso com falta de amor, o que as faz se sentirem muito culpadas e isso pode, em alguns casos, afastá-las de seu bebê, mesmo que de forma inconsciente.

A partir do momento em que conseguimos diminuir as expectativas sobre como o bebê vai ser, talvez fique mais fácil lidar com as surpresas que a maternidade nos traz e essa nova vida que começa. E sempre vale falar de que quanto mais próxima a mãe estiver do bebê melhor.

“O primeiro vínculo que estabelecemos com alguém surge da vivência com aquele que nos recebe e cuida a partir do nascimento, geralmente nossas mães. É a primeira relação de nossas vidas, a relação mãe e filho, que imprime a sua marca no tipo de vínculos que desenvolveremos em todas as outras relações interpessoais. O primeiro amor, a ligação de cuidado e atenção que se cria entre uma mulher e seu bebê será o modelo de todas as outras ligações durante todo o ciclo de vida”, do livro Vínculo Mãe/Filho, do pediatra e especialista em vínculo Dr. Fernando José de Nóbrega.

Outro ponto que Dr. Nóbrega destaca é a conexão primeira que a mãe estabelece com seu bebê. Se ainda durante a gestação ela conseguir se conectar com ele, por meio do toque, das conversas, das carícias na barriga quando ele chegar ao mundo, independente da aparência e da forma, já estará tão integrada com ele que o amor vai fluir ainda mais fácil. Por isso, aproveite esse momento antes dele nascer para criar o vínculo mais forte de todas as relações e ame, ame muito.


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