
Por: Fabiana Dezidério.
A gravidez é um processo de descobertas. O corpo passa por mudanças, ficamos muito sensíveis, e é nesse cenário emocional que temos que fazer uma escolha superimportante: a do tipo de parto.
Conversei com muitas mamães no facebook e na rede Mulher e Mãe para escutar novas histórias. Elas são importantes para uma visão completa sobre o assunto. Nessa troca de experiências descobri um aspecto interessante.
Existe um grupo de mães que, assim como eu, desejaram um tipo de parto e tiveram que recorrer a outro por motivos infinitos. Isso gera o sentimento de que o momento do nascimento poderia ter sido diferente. Mas, existem mães que escolheram o tipo de parto desde o início (não necessariamente o normal), conseguiram realizá-lo, e que seguem felizes e seguras. Qual é o segredo delas? O que traz essa tranqüilidade?
Fui completar minha pesquisa no site do Ministério da Saúde. Olhei os textos publicados e compreendi que motivos fortes levam ao parto normal/humanizado. Mas, infelizmente, esses motivos tão ricos e importantes se diluem por diversas razões e o que sobra para nós mamães é a tal cobrança.
Vou consolidar aqui os pontos-chave das duas fontes (mães da rede Mulher e Mãe e Ministério da Saúde):
1) É muito importante que conheça os tipos de parto existentes. Você terá mais controle da situação e isso lhe deixará segura (abaixo um quadrinho resumo dos tipos existentes).
2) A escolha do parto deve ir ao encontro do que a mãe quer e acredita. Isso porque costumamos falar sempre de duas possibilidades: o natural e a cesárea. Porém, dentro do primeiro grupo existe uma variação associada a uma filosofia. Por exemplo: Se o seu sonho é ter um bebê de cócoras, terá que recorrer a ajuda de parteiras especializadas, pois o hospital não possui cadeira ou equipamento para realizá-lo. Já, se você acredita que luz e barulho podem assustar o bebê, o Leboyer pode ser uma excelente opção. Por isso, é importante conhecer todas as possibilidades para escolher a melhor para mamãe e bebê.
3) A decisão deve acontecer entre você e o profissional de sua confiança, entenda aqui o ginecologista, a parteira, a doula e, em alguns casos, a própria família. Mas, é importante lembrar que você estará sensível e, envolver muitas pessoas nessa escolha pode ser estressante.
4) Para fechar, a melhor dica que li: seja dona do seu parto! Isso vai fazer com que sinta a tranqüilidade necessária para esse momento tão especial e para que esteja preparada para uma possível mudança de rota, caso mamãe ou bebê necessitem.
Lembre-se: muitas vezes não realizamos o parto desejado, mas, isso não diminui a emoção desse momento tão divino. Então, não se sinta frustrada, nem menos mãe. Em pouco tempo, você vai entender que a maternidade é muito maior que esse sonhado instante e por isso permita-se seguir adiante para consolidar cada vez mais os vínculos com o filhote.
Deixo um beijo com votos de bom parto para todas as mamães que estejam na reta final, com uma dedicação especial a todas as mulheres que dividiram comigo suas histórias no facebook e na Rede Mulher e Mãe.
Ale Gomes | Ana Luiza Martinez G Masi | Ana Paula Tavares | Anneliese Pires | Carla Lobato | Carolina Villas Boas | Caroline Rebelatto | Cibele Barreto | Daiane Garcia | Diana Cine | Elaina Gonçalves Silva Furlan | Fabiane Mesquita | Fernanda Vaz | Juliana Ferreira | Lyanne Rehder | Maiara Reis | Marcia Pergameni | Mary Galbes | Paula Reis Sanches | Raquel Cassoli | Silma Matos | Susana Zanin Parreira | Tenikey Takahashi
TIPOS DE PARTO NO BRASIL
Parto Normal – O parto mais conhecido por nós e que envolve a participação ativa da mãe. Ele tem algumas variações. Pode ser “natural” (sem amenizar as dores), pode ser “sem dor” (com um pouquinho de anestesia), pode ter interferência do “fórceps” se necessário, pode ter luzes e sons amenizados “Leboyer”.
Parto de cócoras – Ele envolve a participação ativa da mamãe. O que o difere do normal é a posição. Ele facilita o nascimento do bebê porque aumenta a área da pélvis. Só pode ser feito para bebês que estão na posição correta. Em tempo, as maternidades no Brasil não tem estrutura para parto de cócoras.
Parto na água – Feito em água morna, na mesma temperatura da barriga da mamãe. O bebê sai de um líquido quentinho, passa para o outro e a água ajuda muito no relaxamento muscular. É importante lembrar que o pré-natal mostra se este tipo de parto é viável. Ter profissionais e atendimento em casos necessários deixará a mamãe bem mais segura.
Parto cesárea – A retirada do bebê é feita através de cirurgia. Nesse caso, a mãe anestesiada não força a saída do bebê. A recuperação é mais demorada. Eu, particularmente, realizei esse tipo de parto porque Joaquim parou de ganhar peso e tive uma recuperação excelente. Mas, para não haver aquele bocadinho de frustração é interessante que você conheça todas as possibilidades.