15 mai

Por um parto mais humanizado Tags: , , , ,

Por: Fabiana Deziderio.

Em uma das últimas consultas de Joaquim, escutei algo do pediatra que me fez refletir. O assunto girava em torno de minha depressão pós-parto.

Ele queria entender melhor o que tinha acontecido comigo e concluiu: “…isso não é depressão pós-parto; é depressão pós-traumática. Pensa na forma como lhe trataram. O bebê nasceu, foi para outro lugar, você ficou sozinha na sala de recuperação, amamentou na frente de muita gente. Acho natural que pessoas sensíveis tenham medo.”

Eu nunca havia pensado dessa forma porque abracei a DPP (depressão pós-parto) como se fosse uma incapacidade, um defeito (e como nós mães fazemos isso!). Como essa história mexeu muito comigo, resolvi entender melhor como foi que chegamos a situação em que os sentimentos da mãe são pouco considerados nessa hora tão sublime.

Vou fazer um parêntese histórico para que a gente construa o raciocínio. Antes do século XVII, os médicos eram mais secos, mais crassos, e então o sagrado parto era feito apenas por mulheres que tinham aval dos reis. Elas conheciam as mães, a família e cuidavam desse momento especial de uma forma holística (completa).

A partir daí, os médicos iniciaram um processo evolutivo importante para a maternidade. Tanto é que os métodos de higiene adotados diminuíram absurdamente a taxa de mortalidade de mães e filhos. Por conta dos ganhos científicos, as parteiras foram incorporadas pelo sistema médico para auxiliarem nos partos naturais.

Olhando para a minha situação (e sei que outras mães passam por isso), vejo a necessidade de resgatarmos o processo mais humanizado, pois isso vai ajudar e muito às futuras mamães. E esse resgate deve reunir o que temos de melhor na ciência/medicina com o que temos de mais expressivo no trato holístico de parteiras, doulas e enfermeiros.

Esse equilíbrio, que irá acontecer a médio ou longo prazo, trará às mães uma tranquilidade, uma calma fundamentais para a criação de filhos mais saudáveis e mais bem preparados para o mundo.

Um beijo grande.


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Contém óleo de passiflora e extrato de centelha asiática, que ajudam a aliviar a sensação de fadiga e peso nas pernas e pés, e mentol, que deixa o a pele levemente refrescada. É fácil de espalhar e de rápida absorção, deixando a pele macia e agradável ao toque. Clique aqui para conhecer.


08 mai

Gerações de mães Tags: , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério

Tenho sorte por fazer parte de uma família em que as mulheres e mães são fortes.
 Aprendi com elas que temos que nos levantar diante das dificuldades para seguir adiante.

Aprendi também que a vida pode até tentar nos derrubar, mas temos que ser firmes para não nos deixar levar por qualquer vendaval.

A minha avó é um grande exemplo. Pariu onze filhos, perdeu um deles e mesmo sentindo uma saudade enorme é capaz de sorrir e ensinar novos valores para as gerações seguintes.
 Minha mãe passou por um difícil processo de separação, mas nunca colocou a mim e minha irmã contra meu pai. E olha que ela tinha motivos enormes para fazer isso.

São duas gerações de mulheres que decidiram continuar suas vidas. São dois exemplos vivos.

Como mãe, eu me vejo diante da responsabilidade de passar adiante essa força e esse exemplo para Joaquim. Ele precisa saber que é possível escolher o caminho reto, que é possível superar as dificuldades e que o bem requer trabalho.

Por isso, escrevo. Por isso, estudo a maternidade. Meu sonho é que a nossa geração prepare o terreno para a próxima e que a minha nora seja uma mãe mais bem resolvida emocionalmente que eu.

Amor, paz, força para todas nós nesta semana que antecede o grande dia: o dia das mães.

Beijos enormes


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03 mai

Bebês junto das mamães Tags: , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Hoje é bastante comum ficarmos com nossos bebês no quarto da maternidade, mas esta é uma prática recente.

Por conta da altíssima taxa de mortalidade infantil na segunda guerra mundial o Brasil iniciou a construção de berçários nas maternidades. O objetivo era isolar os bebês para preservá-los do contato com doenças que pudessem ocasionar infecções.

O “alojamento conjunto” (como a prática é chamada) foi resgatado a partir dos anos 80 porque os benefícios passaram a ser maiores do que os riscos. E essa aproximação (mamãe e bebê no mesmo quarto) estimula o vínculo, a amamentação, e ajuda a fortalecer o recém formado núcleo familiar.

Já falei em outros posts que o resgate deste lado mais humano e mais familiar do parto é uma tendência que vai beneficiar e muito as mães. 
Pais seguros criam filhos seguros e, a soma disso favorece a sociedade como um todo.
Um grande beijo.


CONDICIONADOR SUAVE

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24 abr

Doação de leite materno Tags: , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Confesso que tive dificuldade para amamentar Joaquim. Por isso, nunca passou pela minha cabeça doar leite.

Mas, uma amiga muito próxima doou e foi a primeira vez que entrei em contato com esse universo. Descobri que ele é utilizado para salvar a vida de bebês prematuros e de bebês que estão na unidade intensiva de tratamento, porque muitas vezes a mãe não consegue produzir a quantidade suficiente para que ganhem peso. E, nessa fase, isso é vital.

Então, se você produz mais leite do que o seu bebê é capaz de consumir e tem disponibilidade para fazer a doação, sugiro olhar este link que é da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.

Muitos bebês agradecem :]

Um grande beijo


SABONETE EM BARRA VEGETAL

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17 abr

A doula Tags: , , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Quando Joaquim era pequeno assisti a um programa na GNT sobre doulas. Me encontrava no processo de depressão pós-parto e doeu ver que existiam mulheres tão bem resolvidas, tão certas sobre aquilo que estavam fazendo.

Me senti excluída do contexto, achei que eram mães que nasciam prontas e que aquilo era a maternidade perfeita. Jamais alcançaria tamanha lucidez e por isso adquiri um certo preconceito. Mas, o tempo se encarregou de mudar a minha visão sobre o tema quando me colocou diante de um estudo sobre tipos de parto no Brasil.

Ao me aprofundar no assunto, encontrei no site do Ministério da Saúde a informação de que o governo está trabalhando para formar mulheres para desempenhar o papel de doula nas maternidades por todo país. E me vi diante da pergunta: o que elas fazem de tão especial?

Hoje a maternidade é tratada como um processo. Fazemos exames, conhecemos o médico, parimos, consultamos o pediatra e no meio de tudo isso sobra uma mãe compromissada, mas cheia de dúvidas.

Então, essa profissional aparece para cobrir uma lacuna, para ajudar a mãe a compreender a essência da maternidade. Para instruir, orientar, vincular pai e mãe e todo esse processo que envolve um colo seguro faz com que a gestante fique mais calma, mais centrada.

Os benefícios desse encontro são enormes. Durante a gravidez, a gestante conta com uma amiga querida e sábia. A doula instrui, mostra as possibilidades, ensina métodos de massagem, de respiração e acompanha todo o processo.

No parto, a doula acalma, explica e estimula. O resultado é que a maioria das mães se sente segura para tentar o parto natural. Estudos mostram que ele (o parto natural) acontece mais rapidamente e com uso reduzido de anestésicos. Por isso, está todo mundo de olho nessa iniciativa.

Já no pós-parto, a doula auxilia nos primeiros dias dando suporte emocional para que a mãe se sinta segura, auxilia também no processo de amamentação e a presença desta “amiga da mãe”, segundo o Ministério da Saúde pode diminuir os índices de depressão pós-parto.

Depois de entender tudo isso, pensei e constatei: minha história poderia ter sido diferente se eu tivesse olhado da forma correta para a profissão. E então, bateu aquela pequenina culpa, tão clássica das mães.

Neste vídeo você pode conferir um pouquinho mais sobre a doula.

Agradeço imensamente à Marilia Mercer, que foi superpaciente ao me explicar melhor o que esse papel representa para a gestante/mamãe.

Um grande beijo


ÓLEO VEGETAL PARA GESTANTE COM CD A DESCOBERTA DO VÍNCULO

Forma um delicado filme protetor que previne o ressecamento da sua pele, decorrente das alterações da gravidez, melhorando a textura e deixando-a macia. Acompanha o guia A Descoberta do Vínculo – Momento de Bem-Estar da Gestante, com o passo a passo da automassagem.

PRINCIPAIS BENEFÍCIOS:

- Melhora na intensidade do bem-estar e da auto-estima*;
- Melhora na qualidade e eficiência do sono*;
- Desperta para a consciência do vínculo mamãe-bebê*;
- Proporciona 24 horas de hidratação e bem-estar.

*Oitenta gestantes foram convidadas para uma experiência que comprovou os benefícios do momento A Descoberta do Vínculo.


10 abr

Projeto Canguru Tags: , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Aguardamos ansiosas o nascimento de nossos filhos, mas algumas vezes os
 pequeninos insistem em deixar a barriga antes do tempo.

 O resultado disso é a hospitalização.

É ela que oferece aos bebês as condições necessárias para o desenvolvimento e sabemos que isso não é fácil
 para os pais.

Para auxiliar mamães e bebês nesse processo, nasceu em 1979 na Colômbia o
 “Projeto Canguru”.

Nele a mãe (e o pai também) colocam o pequenino junto ao peito, estimulando 
o contato pele a pele. O bebê se sente confortado, a mãe fica mais calma. O
 vínculo se fortalece, a amamentação é estimulada e a situação ganha ares
 mais humanizados.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre essa iniciativa, que chegou ao Brasil
 em 2002, dê uma olhadinha no vídeo deste post. Vale a pena.

Um beijo grande.


ÓLEO VEGETAL PARA HIGIENE

Remove as crostinhas e facilita o deslizamento das suas mãos na pele do seu bebê. Elaborado com óleo de passiflora e outros ativos vegetais, também acompanha o Guia de Boas-Vindas, que traz o Método de Massagem Shantala, uma massagem especial para os bebês. Se quiser conhecer melhor este produto clique aqui.


03 abr

Hora de escolher o parto Tags: , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

A gravidez é um processo de descobertas. O corpo passa por mudanças, ficamos muito sensíveis, e é nesse cenário emocional que temos que fazer uma escolha superimportante: a do tipo de parto.

Conversei com muitas mamães no facebook e na rede Mulher e Mãe para escutar novas histórias. Elas são importantes para uma visão completa sobre o assunto. Nessa troca de experiências descobri  um aspecto interessante.

Existe um grupo de mães que, assim como eu, desejaram um tipo de parto e tiveram que recorrer a outro por motivos infinitos. Isso gera o sentimento de que o momento do nascimento poderia ter sido diferente. Mas, existem mães que escolheram o tipo de parto desde o início (não necessariamente o normal), conseguiram realizá-lo, e que seguem felizes e seguras. Qual é o segredo delas? O que traz essa tranqüilidade?

Fui completar minha pesquisa no site do Ministério da Saúde. Olhei os textos publicados e compreendi que motivos fortes levam ao parto normal/humanizado. Mas, infelizmente, esses motivos tão ricos e importantes se diluem por diversas razões e o que sobra para nós mamães é a tal cobrança.

Vou consolidar aqui os pontos-chave das duas fontes (mães da rede Mulher e Mãe e Ministério da Saúde):

1) É muito importante que conheça os tipos de parto existentes. Você terá mais controle da situação e isso lhe deixará segura (abaixo um quadrinho resumo dos tipos existentes).

2) A escolha do parto deve ir ao encontro do que a mãe quer e acredita. Isso porque costumamos falar sempre de duas possibilidades: o natural e a cesárea. Porém, dentro do primeiro grupo existe uma variação associada a uma filosofia. Por exemplo: Se o seu sonho é ter um bebê de cócoras, terá que recorrer a ajuda de parteiras especializadas, pois o hospital não possui cadeira ou equipamento para realizá-lo. Já, se você acredita que luz e barulho podem assustar o bebê, o Leboyer pode ser uma excelente opção. Por isso, é importante conhecer todas as possibilidades para escolher a melhor para mamãe e bebê.

3) A decisão deve acontecer entre você e o profissional de sua confiança, entenda aqui o ginecologista, a parteira, a doula e, em alguns casos, a própria família. Mas, é importante lembrar que você estará sensível e, envolver muitas pessoas nessa escolha pode ser estressante.

4) Para fechar, a melhor dica que li: seja dona do seu parto! Isso vai fazer com que sinta a tranqüilidade necessária para esse momento tão especial e para que esteja preparada para uma possível mudança de rota, caso mamãe ou bebê necessitem.

Lembre-se: muitas vezes não realizamos o parto desejado, mas, isso não diminui a emoção desse momento tão divino. Então, não se sinta frustrada, nem menos mãe. Em pouco tempo, você vai entender que a maternidade é muito maior que esse sonhado instante e por isso permita-se seguir adiante para consolidar cada vez mais os vínculos com o filhote.

Deixo um beijo com votos de bom parto para todas as mamães que estejam na reta final, com uma dedicação especial a todas as mulheres que dividiram comigo suas histórias no facebook e na Rede Mulher e Mãe.

Ale Gomes | Ana Luiza Martinez G Masi | Ana Paula Tavares | Anneliese Pires | Carla Lobato | Carolina Villas Boas | Caroline Rebelatto | Cibele Barreto | Daiane Garcia | Diana Cine | Elaina Gonçalves Silva Furlan | Fabiane Mesquita | Fernanda Vaz | Juliana Ferreira | Lyanne Rehder | Maiara Reis | Marcia Pergameni | Mary Galbes | Paula Reis Sanches | Raquel Cassoli | Silma Matos | Susana Zanin Parreira | Tenikey Takahashi


TIPOS DE PARTO NO BRASIL

Parto Normal – O parto mais conhecido por nós e que envolve a participação ativa da mãe. Ele tem algumas variações. Pode ser “natural” (sem amenizar as dores), pode ser “sem dor” (com um pouquinho de anestesia), pode ter interferência do “fórceps” se necessário, pode ter luzes e sons amenizados “Leboyer”.

Parto de cócoras – Ele envolve a participação ativa da mamãe. O que o difere do normal é a posição. Ele facilita o nascimento do bebê porque aumenta a área da pélvis. Só pode ser feito para bebês que estão na posição correta. Em tempo, as maternidades no Brasil não tem estrutura para parto de cócoras.

Parto na água – Feito em água morna, na mesma temperatura da barriga da mamãe. O bebê sai de um líquido quentinho, passa para o outro e a água ajuda muito no relaxamento muscular. É importante lembrar que o pré-natal mostra se este tipo de parto é viável. Ter profissionais e atendimento em casos necessários deixará a mamãe bem mais segura.

Parto cesárea – A retirada do bebê é feita através de cirurgia. Nesse caso, a mãe anestesiada não força a saída do bebê. A recuperação é mais demorada. Eu, particularmente, realizei esse tipo de parto porque Joaquim parou de ganhar peso e tive uma recuperação excelente. Mas, para não haver aquele bocadinho de frustração é interessante que você conheça todas as possibilidades.


27 mar

E finalmente seguramos nossos bebezinhos Tags: , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

A hora do nascimento é um marco na vida dos pais.

Ver o rostinho pela primeira vez, escutar a voz através do choro, sentir um amor diferente no ar torna tudo muito especial.
Nascemos ali como pais, confusos certamente, mas já desejamos o que há de melhor para aquele ser pequenino que acabou de chegar ao mundo.

Mas, para mim, ainda existe um momento mais simbólico que o nascimento: Segurar o filho pela primeira vez.
O amor brota com uma força colossal. É como ter um vulcão no lugar do coração e parece que, mesmo com toda a festa da família ao redor, o tempo congela para vincular mamãe e bebê.

Joaquim naquele instante representava um poder divino.

Olhava para o rostinho, mãozinhas, narizinho, boquinha e agradecia por ter dado tudo certo e desejava que ele se sentisse amado e querido.

O melhor era pensar em quantas mamães no mundo estavam sentindo o mesmo que eu, naquele mesmo instante.

Quantas estariam segurando seus filhotes pela primeira vez?

Sim. Este amor é capaz de movimentar o mundo e imaginar o futuro de nossos filhos é a maior prova de que temos fé na humanidade, pense nisso!

Beijos enormes para quem já passou ou para quem ainda está prestes a
passar por este momento tão especial.


CONJUNTO PEQUENO BEBÊ

Conjunto básico de cuidados para o seu bebê, acompanha uma prática frasqueira térmica, para carregar mamadeiras, papinhas, frutas, entre outros itens.
Contém:

- 1 Frasqueira Térmica, nas dimensões C 20 x L 13 x A 22 cm

- 1 Shampoo, 200 ML

- 1 Água de Colônia Sem Álcool, 100 ML

- 1 Sabonete em Barra Vegetal com Saboneteira, 100 G


20 mar

Vai começar a brincadeira Tags: , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Chegamos em casa com nosso pacotinho e com toda a bagagem que o acompanha, então, olhamos para ele, para a família, para o berço, para a fralda, para nós e pensamos: É agora que a brincadeira vai começar!

E eu, que sou um pouquinho atrapalhada, tenho alguns eventos mais marcantes destes instantes. Como, por exemplo, o primeiro banho.
Enquanto o pai segurava o filhote eu fui providenciar tudo. Sabonetinho, xampuzinho, toalha e afins. Hora de encher a banheira. Assim que terminei virei com uma delicadeza que me é peculiar e então, uma onda se formou e a água caiu no chão. Ao invés de rir, fiquei superbrava, pois na época tudo que envolvia Joaquim me deixava aflita demais.
Hoje faria diferente. Suavizaria esses momentos, não me pressionaria tanto. Mas até esse aprendizado faz parte, certo?

E como março representa o fim do verão, perguntei às mamães da Rede Mulher e Mãe qual é o local do banho mais adequado e quais as dicas para completar esse ritual no inverno.

O que todas têm em comum: o medo dos ventinhos e das correntes de ar.
Então, vou resumir toda a conversa.

Muitas mães, assim como eu, dão banho no quarto (Joaquim foi até o quinto mês). Para isso vale banheira e baldinho. O importante é deixar tudo fechado para evitar as correntes de ar. Pode começar pela cabecinha, secar e então passar para o corpinho. Outras tantas mamães usam o banheiro, inclusive banheiras com trocador. Assim o bebê já sai protegido do banho.
Para o inverno uma dica é usar aquecedor. Esquentar o ambiente um pouco antes do banho vai deixar tudo mais confortável.
Agora, é importante lembrar que aquecedores só podem ser utilizados com supervisão e o ambiente deve ser morno e aconchegante e nunca quente demais, pois isso pode fazer mal ao bebê.

Agradeço a todas as mamães que colaboraram com as dicas na página do facebook da Rede Mulher e Mãe.

Adriana Paganini | Ana Paula Salume | Carla Cestille | Carol Baggio | Cristina Perroni | Cyntia Brandão Hauck | Danielle Matos | Diana Cine | Emanuele Ferreira | Karin Pereira Dos Santos | Karllene Costa | Kelly Krishna Rios | Leonora Morgado | Lilian Dacorso | Liliane DosStos Quirino Marques | Michèle M Ruano | Monica Mello | Natália Toledo | Pammy Motta | Patricia Padovani Tokunaga  | Priscila Trevine Leonelli | Priscilla Perlatti | Sandra Carvalho | Barbosa Vicente | Silma Matos | Silvia Azevedo | Taciana Bovo | Tatiana Junqueira Blois | Thays Marcucci | Verônica Basso Lassen | Vilma Galvão Poetisa | Wania Karla Louzada Moura

Beijos grandes.


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13 mar

A depressão pós-parto Tags: , , , , ,

Por: Fabiana Dezidério.

Eu nunca imaginei que poderia passar por algo tão delicado quanto a depressão pós-parto. Fui diagnosticada pela pediatra de Joaquim e lembro que me senti sem chão porque meu primeiro pensamento foi: está me dizendo que não sou uma boa mãe, certo?

Chorei muito, mas sabia que a partir daquele momento eu tinha dois caminhos: me entregar ou melhorar. E dentro desse cenário, preferi trilhar a segunda opção.
Encarar isso envolve uma busca profunda, uma luta contra algo que não desejamos, mas que existe. Então, precisamos assumir a situação, que é o primeiro passo para uma cura efetiva.
Algumas mamães que conheci ao longo do tempo e que passaram por isso evitaram qualquer contato com seus bebês. Mas meu caso, foi o oposto. Eu superprotegi Joaquim, tinha medo que algo acontecesse sem que eu estivesse por perto para auxiliar e tudo que é extremo não é bom.

Com a ajuda de remédios, de terapia e de um lado mais espiritualizado saí da zona cristalizada dessas sensações. Fui aos poucos, com calma, percebendo que a lucidez é uma excelente aliada das mamães.

O vínculo, a relação mamãe e bebê são fundamentais para o crescimento saudável de nossos filhos, mas, para construí-lo é importante que estejamos seguras, firmes, equilibradas e para que isso aconteça é importante que a culpa ganhe um papel secundário em nossas vidas. Assim, a depressão pós-parto será vista como uma patologia que exige cuidados e não como um dengo, uma carência que passa com o tempo.

Conversar com outras mães pode dar o impulso necessário para a busca da cura e o primeiro passo é falar com o ginecologista. Ele vai orientar, medicar e se necessário encaminhar para outras especialidades. O mais importante é que você esteja disponível e entregue ao tratamento, porque com a melhora você vai colher, assim como eu, frutos de uma força desconhecida e isso vai estreitar de verdade o relacionamento entre você e seu filho, quer motivo melhor?

Estou à disposição na Rede Mulher e Mãe.

Um beijo carinhoso.