Por: Fabiana Dezidério.
Um pouco antes de me casar avisei meu marido sobre uma possível dificuldade de engravidar. Acertamos também que, se a vontade de cuidar de uma criança aparecesse com muita força conversaríamos sobre adoção, naquele momento descartei um possível tratamento pela ansiedade que poderia gerar em mim.
Bom, mas a vida continua e os amigos começam a dar a notícia da gravidez (e como isso impacta em nós, não?) e retomei o assunto com o Má, estava com 33 anos e era hora de tentar. Lembrei da possível dificuldade, avisei que poderia ser um período longo e comecei por minha conta a investigar o processo de adoção.
Então, na primeira tentativa eu coloquei na cabeça que estava grávida. Disse que estava sentindo algo diferente e precisava esperar cerca de 15 dias para ter uma resposta oficial.
A minha atitude gerou uma certa comoção. As pessoas diziam que era coisa da minha cabeça, que eu estava fantasiando e que era melhor colocar os pés no chão, aceitar a realidade dos fatos.
E eu que não sou a pessoa mais conformada do mundo fiquei transitando entre “estar e não estar” e para piorar um pouquinho a situação fazia testes fora do prazo mínimo necessário.
Um dia senti uma cólica forte e decidi que pararia com isso, mas antes faria um teste :]. Descrente, ia jogar tudo fora quando vi o resultado “positivo”.
Passei a mão no telefone, liguei para minha melhor amiga que é médica e ela me deu os parabéns. Me explicou que não existe “falso positivo”.
E como estava vivendo isso de forma muito intensa chorei. De alegria, de susto, de alívio, de medo. Liguei na seqüência para a minha irmã aos prantos. Ela não conseguia entender uma só palavra. Dava voltas com meu cão pelo bairro, era bem cedinho e me perguntava: o que vou fazer?
Quando cheguei em casa acordei meu marido que, com bastante sono, disse: você com esta história novamente? Então ele pensou um pouco, levantou e disse “você confia nesses testes?”.
De verdade, não foi com o romantismo que eu sonhava. Não estava na praia, não tinha um presentinho nas mãos. Não rodamos pela sala. Sentamos e ficamos quietos por uns 15 minutos e depois desse silêncio senti meu primeiro enjôo.
Aos poucos nos acostumamos, iniciamos nosso processo de recepção para o pequenino, ou melhor, começamos a criar os vínculos por alguém que já desejávamos o melhor.
Adorávamos as consultas com ultrassom, amávamos ver nosso bebê crescendo e então descobrimos o amor em outra proporção, que bom que o susto se transformou em Joaquim. Sem ele, não teria a menor graça ;]
E com vocês mamães, como foi? Vamos falar um pouquinho mais sobre isso na página Mulher e Mãe do facebook?
Bjs grandes.

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